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Tensiono a minha percepção: o limite me move de outras formas, e me faz perceber a presença com consciência. Mas não quero romantizar a restrição. Encarar a linha e perceber nosso direito de existir com mais espaço e expansão. Com a presença total que não se restringe. Os contornos que fazem o corpo se revirar-me entre mil para existir. Está evidente o quão espremido este meu corpo está - dentro. O limite é um desenho política e social. É nobre orgulhar-se com a resistência a uma imposição de movimento mecanizada, que apenas atende a demanda do mundo. E é nobre e requerida a revolta: temos o direito de mais, de ocupar mais, de proporcionar ao corpo os movimentos que não batem de frente com a dura barreira. O movimento requerido escapa.




espaço menor:canto, 2026
intervenções com carvão e formas arredondadas no espaço expositivo
espaços ocupáveis pelos corpos passantes
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